terça-feira, 29 de novembro de 2011

FESTA DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO

Excelsa Padroeira de Aracaju e de todo Estado de Sergipe
De 29 de novembro a 08 de dezembro de 2011


BEATAM ME DICENT OMNES GENERATIONES
(TODAS AS GERAÇÕES ME CHAMARÃO BEM-AVENTURADA)



HINO DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO
EXCELSA PADROEIRA DE ARACAJU

Letra: Seminarista Everson Fontes Fonseca
                                                                              Música: André Souza Santos

1.      Viemos cantar-vos louvores,
Ó Senhora Mãe de Deus,
Pelos imensos favores
Que nos vieram dos céus.
O vosso povo bendiz:
Sois Rainha soberana,
A Santa Imperatriz
Da terra aracajuana!

Sois a Virgem Imaculada!
Escutai nossa oração
:/Desta terra a vós votada,
Senhora da Conceição!/: (bis)

2.      Povo a Deus consagrado,
Por vossas mãos, ó Maria.
Desde o antigo traçado,
Sois nosso amparo e guia
Protegei-nos com um manto,
Doce Senhora sem par!
Aracaju ergue um canto:
Defendei-nos sem cessar!

3.      A fé da Igreja apregoa:
Sois Maria Imaculada!
Nenhuma mancha enodoa,
Sois do Eterno plasmada;
Portastes em vosso seio
Nosso Jesus Redentor.
Ouvi o profundo anseio:
Ofertai-nos ao Senhor!

4.      Sempre Virgem, Mãe Clemente,
Dos altos céus onde estais,
Protegei a nossa gente,
Aumentai-nos sempre mais
Nos sentimentos do amor,
Da força, e da gratidão
Vos louvamos com fervor,
Senhora da Conceição!



sábado, 26 de novembro de 2011

I DOMINGO DO ADVENTO


(Ano B – 27 de novembro de 2011)


I Leitura: Is 63, 16b-17.19b; 64, 2b-7
Salmo Responsorial: Sl 79 (80), 2ac e 3b.15-16.18-19 (R/. 4)
II Leitura: 1Cor 1, 3-9
Evangelho: Mc 13, 33-37 (Vigilância)


 Queridos irmãos,


Entramos no tempo do Advento. Adventus, palavra latina que, com justeza, poderíamos traduzir como “chegada”, “presença”, “vinda”. O Senhor está para chegar. A sua chegada insere o mundo temporal (chronos) no tempo de Deus (kairós = tempo de graça). Ao assumir a nossa natureza, tomando um corpo na Encarnação, o Senhor dos tempos e da eternidade se sujeita à nossa condição. No mundo antigo e pagão, o termo Advento era uma palavra técnica que designava a chegada de um funcionário, ou mesmo a visita de reis e imperadores aos seus domínios, ou ainda a chegada de um deus que saía da sua divinal mansão oculta para manifestar o seu poder. A Igreja-Esposa celebra o Advento. Cristianizamos todas essas práticas, pois o “Esperado das nações” se coloca, em suas parábolas, não como um funcionário, mas como patrão, como rei que dominará a terra. Ele que é Deus e veio manifestar a sua onipotência através da sua misericórdia e do seu poder salvador a toda humanidade.


Ao celebrarmos este tempo forte na espiritualidade litúrgica da Igreja, constantemente diremos: “Veni, Domine Iesu!” – Vem, Senhor Jesus! Assim, recordamos a primeira vinda do Senhor, “revestido da nossa fragilidade […] para realizar seu eterno plano de amor e abrir-nos o caminho da salvação” (Prefácio do Advento I), ao tempo em que esperamos a sua volta, quando, “revestido de sua glória, ele virá uma segunda vez para conceder-nos em plenitude os bens prometidos que hoje, vigilantes, esperamos” (Ibidem). Ainda neste tempo litúrgico, a Igreja, de uma forma especialíssima, vive dois dos três “eixos” do tempo que cadenciam a história da salvação, a saber: no início a criação, no centro a encarnação-redenção e no final a “parusia”, ou seja, a vinda final que inclui também o juízo universal; portanto, a Igreja, no tempo do Advento, se debruça mais demoradamente sobre estes dois últimos eixos: encarnação e parusia.


Outra palavra que, a partir do Evangelho de hoje, de sobremaneira nos norteará é “Vigiai!”. Ao se dirigir aos seus discípulos e recomendar-lhes cautela e vigilância, Jesus se dirige a toda a sua Igreja. Desde quando o Senhor ascendeu, a Igreja espera a sua volta gloriosa. Não sabe quando será. Por isso, o espera fielmente, ao tempo em que implora: “Vinde, não tardeis!”.


A Igreja é consciente de que ela é serva, não senhora, embora seja Esposa que anseia fortemente pelo seu Amado. Jesus, ao contar esta parábola que ouvimos no Evangelho, figura esta realidade. Ele é um homem (logicamente, um patrão) que confia a sua casa à responsabilidade de empregados, dando-lhes incumbências determinadas. Se ele é este patrão, nós, Igreja, tanto hierarquia quanto laicato, somos esses empregados porque participamos do Corpo Místico do Senhor, a Igreja. Cada um de nós temos a nossa tarefa; a Igreja, Casa de Deus, possui inúmeros postos vagos.


“E mandou o porteiro ficar vigiando” (Mc 13, 34). Quem é este porteiro senão o múnus profético da Igreja nos seus pregadores? Assim como o porteiro deve estar atento aos mínimos sinais em sua guarita, os pregadores devem estar atentos aos possíveis sinais da vinda do Senhor.


O Senhor virá. Quando? "Quanto àquele dia e àquela hora, ninguém o sabe, nem mesmo os anjos do céu, mas somente o Pai". (Mt 24,36). Por isso, estejamos na mais acurada atenção, para não nos encontrarmos dormindo no maldito “relaxamento” do pecado. Por isso, este tempo de Advento é um convite a um despertar contínuo. Se estivermos na madorna do pecado, levantemo-nos! Despertemo-nos! Estas atitudes são sinais palpáveis de um assaz vigilante. Daí, a Oração de Coleta suplicar: a Deus: “Ó Deus todo-poderoso, concedei a vossos fiéis o ardente desejo de possuir o reino celeste, para que, acorrendo com as nossas boas obras ao encontro de Cristo que vem, sejamos reunidos à sua direita na comunidade dos justos”. As nossas obras identificam o nosso torpor ou a nossa altiva vigilância.


Na Primeira Leitura, temos o profeta Isaías que coloca na boca do povo um clamor ao Senhor, bem como um grito de esperança: Deus vai salvar-nos! Ora, esta passagem do profeta se relaciona ao Exílio da Babilônia. O povo de Israel estava escravo. Porém, antes mesmo de ser servil com o seu corpo, Israel já o era interiormente, pelo pecado. Isaías escreve o exame de consciência de Israel (cf. Is 64, 3 e 4). O povo espera pela libertação integral que somente Deus pode dar, pois o rosto do Salvador de Israel é o de um pai terno e misericordioso (cf. 63, 16b). Assim, como o Antigo Israel também aconteceu conosco: éramos escravos do pecado; gemíamos sob o seu jugo; estávamos mortos. Paternalmente, Deus se compadece de nós e, na Pessoa do Filho, quebra as nossas algemas, não com manifestações violentas de seu poder, mas com a ternura de uma criança, sujeito às limitações de criatura, porque assim o quis. Não porque merecêssemos, mas vem ao nosso encontro por livre iniciativa. Redimiu-nos, desmanchando as montanhas do pecado, derretendo-o completamente. Calcou o opressor que nos oprimia. Tudo isso iniciou quando Deus nos mostrou a sua face; rosto semelhante ao nosso, como nos alude o refrão do Salmo Responsorial. Esse mostrar-se divino, representado pelo termo salmódico: “Iluminai a vossa face sobre nós...” sinonímia também a máximka revelação da misericórdia de Deus que se dá com todo o conjunto Encarnação – Páscoa de Jesus, Filho do Pai.


Neste sentido, a liturgia nos apresenta, na Segunda Leitura, São Paulo afirmando que, em Cristo, nós, que esperamos o retorno do Senhor, fomos enriquecidos plenamente (cf. 1 Cor 1, 5), inclusive com a sabedoria de Deus e com a perseverança na prática das boas obras como preparativo imediato para a parusia.


Que a vivência do duplo Advento do Senhor (a espera litúrgica do Filho de Deus Humanado e do Senhor da Glória que nos virá nos fins dos tempos) nos auxilie, a fim de que, dispostos ao seu plano de amor, estejamos atentos ao Cristo que nos vem em suas diversas formas, inclusive nos irmãos.

sábado, 19 de novembro de 2011

XXXIV DOMINGO DO TEMPO COMUM - SOLENIDADE DE CRISTO REI DO UNIVERSO


(Ano A – 20 de novembro de 2011)



I Leitura: Ez 34, 11-12. 15-17
Salmo Responsorial: Sl 22 (23), 1-2a. 2b-3. 5-6 (R/. 1)
II Leitura 1Cor 15, 20-26.28
Evangelho: Mt 25, 31-46 (O último julgamento)



Queridos irmãos,



Com este domingo que, desde 1925, é conhecido como Solenidade de Cristo Rei do Universo, estamos encerrando um terço do ciclo litúrgico trienal, o Ano A.  Com a solenidade de hoje, a Igreja quer ressaltar a soberana autoridade de Cristo sobre a humanidade e, com o contexto mais hodierno, sobre as instituições diante dos progressos do laicismo na sociedade. Prova disso, rezamos ao Pai na Oração de Coleta: “Deus eterno e todo-poderoso, que dispusestes restaurar todas as coisas no vosso amado Filho, Rei do Universo, fazei que todas as criaturas, libertas da escravidão e servindo à vossa majestade, vos glorifiquem eternamente”. A Igreja entende que muitas das desordens provocadas pelo laicismo ateu são conseqüentes das agitações provocadas pela escravidão do pecado. O pecado afasta o homem de Deus, fazendo com que a criatura humana olvide dos valores evangélicos, bases fundamentais da cultura ocidental.


O Apocalipse, por sua vez, nos apresenta o Cristo como “o Alfa e o Ômega”. Hoje é vislumbramos oportunamente este dizer da visão de São João. O próprio Jesus, Verbo eterno de Deus, por meio de     quem todas as coisas foram feitas e fim para o qual tudo ruma, é o Senhor de toda história. Ele possui os tempos nas mãos (chronos e kairós); é o centro da história e da humanidade. A volta do Senhor Jesus é uma promessa bastante citada na Sagrada Escritura, Ele que diz à sua Igreja, alentando-a: “Eis que venho em breve, e a minha recompensa está comigo, para dar a cada um conforme as suas obras” (Ap 22,12).


A liturgia de hoje, com seu teor escatológico, não pretende atemorizar o homem, antes disso, quer alargar em nosso coração a perspectiva do primado de Cristo, Ele, Senhor dos tempos e da eternidade. Neste domingo, a Mãe Católica, antes de apresentar o Senhor como Juiz, apresenta-o como Rei Supremo e Universal. O julgamento do Senhor se embute na sua realeza.



O Papa Bento XVI, na Solenidade de Jesus Cristo, Rei do Universo, no ano de 2008, afirma: “A realeza de Cristo é a revelação e atuação da realeza de Deus Pai, o qual governa todas as coisas com amor e justiça. O Pai confiou ao Filho a missão de dar aos homens a vida eterna até ao sacrifício supremo, e ao mesmo tempo conferiu-lhe o poder de os julgar, a partir do momento que se fez Filho do Homem, em tudo semelhante a nós” (Papa Bento XVI. Ângelus, 23 de novembro de 2008).


Neste sentido, a Liturgia da Palavra de hoje nos traz Jesus revelando a sua Segunda Vinda (Parusia). Coadunando com a Primeira Leitura, o Evangelho nos apresenta o Senhor como rei-pastor. Percebamos, caros amigos, que Jesus não prima por uma imagem de um rei cujo resplendor ensoberbece um poder opressivo, mas na sua magnificência - “Quando o Filho do Homem vier em sua glória, acompanhado de todos os anjos, então se assentará em seu trono glorioso”(v. 31), manifesta delicadeza. Sim, delicadeza! Vejamos que ele não nos vai julgar a seu bel-prazer, de qualquer forma, sendo arbitrário ao que fizemos, mas segundo as nossas práticas nesta terra. Assim, se não nos preocupamos com os que sofrem, com os esquecidos e marginalizados, estamos relegando o próprio Jesus, Rei glorioso e Justo Juiz, ao escanteio. Onde está a maior manifestação da glória de Jesus na terra senão nos famintos, sedentos, estrangeiros e sem-teto, nus, doentes e encarcerados, não apenas em um sentido estritamente literal, mas tantos que são desprovidos de dignidade de diversas ordens. Jesus se traveste neles. Assim, desde a encarnação, “o Senhor escolhe o que é fraco para confundir os fortes” (1Cor 1, 27). Grande prova disto é o seu despojamento da glória fazendo-se aos homens semelhante: “mas aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e assemelhando-se aos homens”. (Fl 2,7). O Senhor nos vem cotidianamente no irmão!


Se o Senhor, Rei e Juiz se compadece de nós, qual pastor preocupado com o seu redil, principalmente com aquela ovelha dispersa, extraviada, alquebrada, ferida (cf. Ez 34, 15), quem somos nós para não possuirmos os mesmos sentimentos de compaixão do próprio Deus? Interessante, o Pastor Divino se interessa por todo o seu aprisco, indistintamente, porém, a quem mais precisa de atenção e cuidados, o zelo torna-se maior. Essa é a justiça de Deus a ser imitada.


A Igreja coloca em nossos lábios, por ocasião desta Solenidade de hoje, um belíssimo e antiquíssimo hino escatológico, datado do século XII, o Dies Irae:
Dies iræ! dies illa
Solvet sæclum in favilla
Teste David cum Sibylla!

Quantus tremor est futurus,
quando judex est venturus,
cuncta stricte discussurus!

Tuba mirum spargens sonum
per sepulchra regionum,
coget omnes ante thronum.

Mors stupebit et natura,
cum resurget creatura,
judicanti responsura.

Liber scriptus proferetur,
in quo totum continetur,
unde mundus judicetur.

Judex ergo cum sedebit,
quidquid latet apparebit:
nil inultum remanebit.

Quid sum miser tunc dicturus?
Quem patronum rogaturus,
cum vix justus sit securus?

Rex tremendæ majestatis,
qui salvandos salvas gratis,
salva me, fons pietatis.

Recordare, Jesu pie,
quod sum causa tuæ viæ:
ne me perdas illa die.

Quærens me, sedisti lassus:
redemisti Crucem passus:
tantus labor non sit cassus.

Juste judex ultionis,
donum fac remissionis
ante diem rationis.

Ingemisco, tamquam reus:
culpa rubet vultus meus:
supplicanti parce, Deus.

Qui Mariam absolvisti,
et latronem exaudisti,
mihi quoque spem dedisti.

Preces meæ non sunt dignæ:
sed tu bonus fac benigne,
ne perenni cremer igne.

Inter oves locum præsta,
et ab hædis me sequestra,
statuens in parte dextra.

Confutatis maledictis,
flammis acribus addictis:
voca me cum benedictis.

Oro supplex et acclinis,
cor contritum quasi cinis:
gere curam mei finis.
Dia da Ira, aquele dia
Em que os séculos se desfarão em cinzas,
Testemunham Davi e Sibila!

Quanto terror é futuro,
quando o Juiz vier,
para julgar a todos irrestritamente!

A trompa esparge o poderoso som
pela região dos sepulcros,
convocando todos ante o Trono.

A morte e a natureza se aterrorizam
ao ressurgir a criatura
para responder ao Juiz.

o Livro escrito aparecerá
em que tudo há
em que o mundo será julgado.

Quando o Juiz se assentar
o oculto se revelará,
nada haverá sem castigo!

Que direi eu, pobre miserável?
A que Paráclito rogarei,
quando só os justos estão seguros ?

Rei, tremenda Majestade,
que ao salvar, salva pela Graça,
salva-me, fonte Piedosa.

Recordai-vos, piedoso Jesus,
de que sou a causa de Vossa Via;
não me percais nesse dia.

Resgatando-me, sentistes lassidão,
me redimistes sofrendo a Cruz;
Que tanto trabalho não tenha sido em vão.

Juiz Justo da Vingança Divina,
Dai-me a remissão dos meus pecados,
antes do dia Final.

Clamo, como condenado,
a culpa enrubesce meu semblante
suplico a Vós, ó Deus

Ao que perdoou a Madalena,
e ouviu à súplica do ladrão,
Dai-me também esperança.

Minha oração é indigna,
mas, pela Vossa Bondade atuais,
Não me deixeis perecer cremado no Fogo Eterno.

Colocai-me com as ovelhas
Separai-me dos cabritos,
Ponde-me à Vossa direita;

Condenai os malditos,
lançai-os nas flamas famintas,
Chamai-me aos benditos.

Oro-Vos, rogo-Vos de joelhos,
com o coração contrito em cinzas,
cuidai do meu fim.
Lacrimosa dies illa,
qua resurget ex favilla
judicandus homo reus.

Huic ergo parce, Deus:
Pie Jesu Domine,
dona eis requiem. Amen.
Lacrimoso aquele dia
no qual, das cinzas, ressurgirá,
para ser julgado, o homem réu.

Perdoai-os, Senhor Deus
Piedoso Senhor Jesus,
Dai-lhes descanso eterno, Amém!



Este riquíssimo poema, antes de abater o cristão, quer fazer com que este reflita sobre aquele dia pleno em que vivos e falecidos estarão diante do Senhor, fazendo jus ao que piamente professamos: “Donde virá para julgar os vivos e os mortos, e o Seu Reino não terá fim”.



O nosso povo, em sua simplicidade, afirma: “Quem não deve, não teme”. Por que nos aterroriza o dia do juízo? Se nos sentimos apavorados é sinônimo de que a nossa caminhada não está sendo trilhada conforme o querido por Deus. Se isso realmente acontece, há uma incongruência entre o que rezamos e a nossa prática de fé, já que, diariamente, pedimos na Oração do Senhor: “Venha a nós o Vosso Reino!”.


O dia do juízo deve abastecer de esperança a todos. Lembremo-nos o que a Carta de São Paulo aos Romanos alude: “Pois sabemos que toda a criação geme e sofre como que dores de parto até o presente dia” (Rm 8,22). Logo, todos ansiamos por este dia; a Igreja expecta esta bem-aventurada data das calendas divinas, por isso, cotidianamente ela implora: “Vem, Senhor Jesus!”  (Ap 22, 20), ou ainda, “Anunciamos, Senhor, a vossa morte e proclamamos a vossa ressurreição: Vinde, Senhor Jesus!”.


Na Segunda Leitura, São Paulo, mais uma vez, afirma a fé-fundamento da Igreja: Cristo ressuscitou. Para isso, ele utiliza uma palavra bastante atípica, ‘primícias’ para falar do Ressuscitado. Assim sendo, ele começa a perícope: “Na realidade, Cristo ressuscitou dos mortos como primícias dos que morreram” (1Cor 15, 20). Primícias são os primeiros frutos de uma árvore a cada estação frutuosa. Dependendo das primícias, sabemos a qualidade dos outros frutos. Ora, se as primícias são boas, os frutos subseqüentes também serão da mesma qualidade; o contrário, também é válido. Pois bem, as primícias da fé cristã é a ressurreição do Senhor, por ele e como ele igualmente ressuscitaremos; assim como Adão é primícias de morte, Cristo é primícias da ressurreição. Como Cristo ressuscitado é vitorioso sobre a morte, nós também o seremos. Tudo acontece a partir dele: “Em primeiro lugar, Cristo, como primícias; depois, os que pertencem a Cristo, por ocasião da sua vinda” (v. 23). A ressurreição de todos nós será a realização plena e perfeita da obra de Cristo; é a entrega do Reino de Cristo ao Pai, quando seremos um e nos “perderemos em Deus” (cf. v. 28).


Que Cristo Senhor, Rei do Universo, inicie o seu reinado em nossa vida. Que lhe sejamos submissos. Ele que é bendito e já reina para sempre.


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Saúdo fraternalmente aos internautas de diversos países que visitaram o nosso blog durante essa semana passada: 98 pessoas no Brasil; 4 na Rússia; 3 na França; 3 na Alemanha; 3 nos Estados Unidos; 2 na Espanha; 2 em Portugal; 1 na Coréia do Sul e 1 na Holanda.



A vocês, caros internautas, a nossa oração e agradecimento. Tenhamos a certeza de que, professando a Fé Católica, estamos muito mais próximos uns dos outros do que se fisicamente estivéssemos juntos, pois a Fé no Senhor Ressuscitado rompe as barreiras das distâncias.


Que a mártir Santa Cecília, cuja memória celebraremos em todo o orbe no próximo 22 de novembro, interceda por nós.


Peço-lhes ainda que, ao visitar o nosso blog durante esta semana, coloquem como comentário os seus nomes, a cidade e o país de onde vocês nos acompanham.


Até breve!


Seminarista Everson Fontes Fonseca

19 DE NOVEMBRO: ANIVERSÁRIO DA DEDICAÇÃO DA CATEDRAL METROPOLITANA DE ARACAJU


Caríssimos irmãos,

Nesta data de hoje, a Igreja de Aracaju se rejubila com o aniversário da Dedicação da nossa Igreja Catedral. Assim sendo, nas liturgias realizadas no Templo dedicado, bem como no território da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição - Catedral Metropolitana, este dia é marcado pela celebração com o caráter de Solenidade. Neste ano, como se trata de um sábado, o Ofício Divino a ser rezado é extraído do Comum da Dedicação, com I Vésperas, no entanto, sem II Vésperas que devem ser as do domingo (nesta ocasião, as I Vésperas da Solenidade de Cristo Rei do Universo). Nas Missas, do Comum da Dedicação, récita  (ou cântico) do Glória, Credo, e o prefácio a ser utilizado é o da Dedicação. As leituras (três), à escolha no Lecionário (vol. III, pp. 235-249), obviamente seguindo as rubricas.

No restante da Arquidiocese, hoje é uma Festa. Por isso, Ofício festivo do Comum da Dedicação, logicamente sem I e II Vésperas (as I serão as Vésperas da sexta - já que é uma Festa, enquanto que as II Vésperas serão as I Vésperas do domingo, nesta feita, da Solenidade de Cristo Rei); na Hora Média, antífonas e salmos do dia. Missa do Comum da Dedicação, incluso Glória e o Prefácio da Dedicação; as duas Leituras ficam à critério, conforme o Lecionário (vol. III, pp. 235-249), obviamente seguindo as rubricas.

Com este sentido, com o intuito de mergulharmos na espiritualidade e na história dispensada pela nossa Catedral (principalmente nestes últimos tempos em que há um bombardeamento de notícias acerca da sua estrutura física), publicamos um texto inédito de um amigo e leitor nosso, Dhiego Guimarães, estudante do curso de História, na Universidade Tiradentes, a quem, desde já, agradecemos a diligência neste trabalho.

Vale a pena ler!

Seminarista Everson Fontes Fonseca 



CATEDRAL METROPOLITANA DE ARACAJU: PATRIMÔNIO DOS SERGIPANOS EM MAIS DE UM SÉCULO DE HISTÓRIA

“Imaculada, Maria de Deus, Coração pobre acolhendo Jesus. Imaculada, Maria do Povo, Mãe dos aflitos que estão junto à Cruz...” Há muito, eis o hino entoado na Catedral Metropolitana de Aracaju, monumento tangível, que não somente retrata as manifestações de fé do povo católico da capital sergipana, como também evoca a memória histórica local, criando uma identidade cultural precisa e despertando para a consciência que preservar, conservar, manter, é salvaguardar nossa história de vida e de fé para as futuras gerações.  Em mais de um século de história, muitas foram as significações em que a Igreja local de Aracaju teve a oferecer para a sociedade sergipana, visto que Sergipe nasceu e cresceu com a presença da mesma.
Em pleno século XXI, em que as informações nos chegam rapidamente e ao mesmo tempo em que se vão, evocar o passado, realidade de ausências, nada mais é que tornar presente a memória contida  e perpetuá-la para as futuras gerações; é evidenciar a realidade da nossa centenária catedral, como patrimônio ofertado à toda população. O termo Patrimônio, na Antiguidade, precisamente na Grécia Antiga, denotava herança deixada pelo pai. Hoje em dia, possui carga semântica similar que é empregado aos bens culturais. A nossa Catedral Metropolitana, em especial, como templo visível da Igreja de Cristo espalhada pelo mundo, é um legado, uma dádiva de Deus deixada para os católicos e para a população sergipana.
 A história da Catedral de Aracaju se confunde com a realidade das demais construções religiosas inseridas no surgimento das cidades. O insuspeito escritor Viriato Correia diz que: “não há, talvez, país que tenha, como o Brasil, a sua vida intimamente ligada às batinas e aos hábitos. A formação da nossa nacionalidade, começa à sombra das virtudes cristãs dos padres, primeiros pedreiros do monumento da vida nacional”. De fato, assim o é.  Há um entrelaçamento entre a história da sociedade e a história da Igreja, que não se pode separar uma da outra sem mutilação. Quando não foram as primeiras casas que se levantaram ao lado das capelinhas, foram estas que se levantaram ao lado daquelas. Esta é a história de quase todas as cidades brasileiras, muitas das quais cresceram e se desenvolveram como São Paulo, que cada dia se levanta por entre esplendores das suas vitórias e da grandeza do seu progresso, numa demonstração inequívoca do maior trinfo cultural e econômico do Brasil, senão da América do Sul. Do mesmo modo, não poderia ter sido diferente com a próspera terra dos cajueiros.
Quando foi criada a cidade de Aracaju, a nova Capital de Sergipe Del’ Rei, já existia nas praias, entre os mangues, lagoas e córregos da Capital, a presença da Igreja. Até porque está já vinha atuando na antiga capital, São Cristovão e em outras cidades oriundas das missões jesuíticas. Segundo o Monsenhor Carvalho: “A presença participativa da Igreja Católica na história da comunidade sergipana e, em particular, da cidade de Aracaju, fundada por Inácio Joaquim Barbosa para, desde o dia 17 de março de 1855, ser a Capital do Estado de Sergipe, foi e é de fundamental importância”. Com a proposta do levantamento dos primeiros prédios públicos, para instalação da nova Capital do nosso Estado, no ano de 1855, foi também marcado o local para sua primeira Igreja, conhecida hoje, como Igreja de São Salvador, localizada no calçadão da Rua Laranjeiras com João Pessoa. Com a oficialização, em 17 de março de 1855, da fundação da cidade com sua consequente e imediata elevação à categoria de Capital de Sergipe, intensificou-se a participação da Igreja Católica na vida da recém-criada capital. Esta participação desenvolveu-se e ainda se desenvolve em duas dimensões: uma estreitamente espiritual e outra, mais perceptível, de caráter político-cultural.
Para júbilo dos cristãos católicos, no dia 22 de maio de 1856 foi festivamente batida a primeira pedra da futura Matriz da nova capital sergipana, cuja obra esteve a cargo do engenheiro Coronel Francisco Pereira da Silva. Relatos revelam que, em virtude da urgência no levantamento da referida igreja, foi alterada a sua primeira planta, admitindo-se um plano mais leve e rápido para atender às necessidades religiosas e urgentes da população da nova Capital, “até que as circunstâncias permitissem edificar-se uma matriz correspondente à importância que breve teria a capital da Província”.
A Catedral Metropolitana de Aracaju, localizada no Parque Teófilo Dantas, no centro da cidade, é um dos mais significativos monumentos da arquitetura religiosa de Aracaju.  A Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição foi construída em 1862, mas só foi inaugurada em 22 de dezembro de 1875. Sendo que teve sua obra interrompida por algum tempo, devido a morte do fundador da nova capital, Ignácio Joaquim Barbosa, e pela epidemia de cólera que dizimou centenas de cidadãos na mesma época. Tornou-se Catedral em 03 de janeiro de 1910, quando foi criada a Diocese de Aracaju. Esmiuçando a palavra “catedral”, derivada do latim cátedra, encontramos como significado a sede do bispo, cadeira de onde é assistido o culto religioso e de onde é governada a diocese. Para facilitar as necessidades pastorais e melhor exercer o aprimoramento do trabalho de evangelização católica e de formação humana que já vinha sendo feito em Sergipe, o Papa Pio X, através da bula Divina Disponente Clementia, de 03 de janeiro de 1910, desmembrou da Arquidiocese de São Salvador da Bahia, a Igreja que estava em Sergipe Del’ Rei, transformando-a em Diocese que abrangia todo o Estado de Sergipe. Sua instalação se deu no dia 04 de dezembro de 1911, com a posse solene do seu 1º bispo, Dom José Thomaz Gomes da Silva. De fato, com a instalação da Diocese e posse do 1º bispo de Aracaju, a presença da Igreja na história de Aracaju e de Sergipe tornou-se cada vez mais efetiva. Sendo que, é importante ressaltar que a Igreja Católica local teve grande contribuição para o desenvolvimento da capital sergipana nos aspectos culturais, sociais, intelectuais etc. Cinquenta anos mais tarde, a mesma passará à categoria de Arquidiocese, com a criação da Província Eclesiástica de Aracaju, com cuja sintonia estarão as recém-criadas Dioceses de Estância e Propriá. Com esta promoção, à Catedral Diocesana de Nossa Senhora da Conceição é conferida a titulação Catedral Metropolitana de Aracaju, já que esta sede é a metrópole da Província Eclesiástica.
A sede católica dos fiéis de Aracaju, o velho templo, a antiga Matriz da Imaculada Conceição, elevada à condição de Catedral, com a criação e instalação da Diocese de Aracaju, não estava condizente com o progresso da cidade, tampouco com o título outorgado, com isto, a comunidade católica desejava vê-la adaptada às novas condições da Capital. Seria necessário adaptá-la aos novos tempos. Era necessário reformá-la em um imponente templo, aprimorando sua beleza arquitetônica e artística remetida em seu estilo gótico. A História encontrou em documentações precisas que a edificação, que é símbolo histórico da capital e de bela arquitetura, é falha, como foi atestada segundo o relatório do Dr. José Bento apresentado em setembro de 1872, à assembléia provincial, onde encontra-se a seguinte referência: “A matriz da capital nunca será um templo perfeito, a sua planta é de mau gosto, contém defeitos de arquitetura que não se podem mais corrigir, faltando-lhe sobretudo as acomodações exigidas pelas necessidades de culto, são defeitos tão salientes  que não escapam ao olho menos observador”. A necessidade de melhor embelezá-la fez-se mister tanto pelo seu significado, como para constituir-se o centro das atenções de quantos visitam a bela e acolhedora capital, aderindo a uma fascinante impressão do povo aracajuano. E eis que, dentre os “Padres de Dom José”, como assim eram conhecidos, surge o culto e corajoso Mons. Carlos Camélio Costa, membro do Cabido Diocesano, da Academia Sergipana de Letras e um dos seus fundadores. Tendo sido nomeado Pároco da Catedral, recebe a permissão, a bênção e a confiança de seu bispo, Dom José Thomaz, para iniciar as obras de restauração, ou melhor, quase reconstrução da igreja. Foram 10 anos interruptos de trabalhos, de sacrifícios e de incompreensões.
Para melhor vislumbrar os que freqüentaram ou freqüentam o templo, como também quem se dedica a apreciação de belas artes e encontra no belo a presença de Deus, a Catedral Metropolitana foi enfeitada e embelezada, com uma decoração que está estreitamente ligada aos elementos marcantes do neoclassicismo (que é a arte que busca inspiração no equilíbrio e na simplicidade, bases da criação na Antiguidade) e do gótico (que expressa-se, sobretudo, na arquitetura, à qual determina as demais artes; sendo que a pintura e a escultura são apenas complementos decorativos).Em seus arcos ogivais bem delineados e com textura marcante, que carrega em si a simbologia que aponta para o alto, e que ao mesmo tempo é canal de ligação entre o céu e a terra, é expressado a certeza de uma vida espiritual que não cessa de fazer experiência com o Transcendente.
Sua cúpula é ornada de belíssimas pinturas do século passado, pois o imponente edifício com seu estilo neo-gótico, como conhecemos hoje, nem sempre foi deste modo. Foi no início do século XX que artistas italianos vieram da Bahia para reformá-la, dando-lhe o aspecto que atualmente é apresentada, dentre eles estava Orestes Gatti (artista italiano, nascido em 1840, chegou a Aracaju como integrante da “missão italiana” em 1918, no governo de Pereira Lobo, para a programação das comemorações do Centenário da Independência de Sergipe em 1920. Foi responsável pela pintura do interior da Catedral Metropolitana de Aracaju e da Catedral de Estância). Internamente, precisamente na nave central, para fascínio dos frequentadores da mesma, a sua pintura é em estilo “trompe l’oeil” que dá um efeito de relevo ao jogar com perspectivas luz e sombra. Acima do altar principal, havia uma pintura do sergipano Horácio Hora, dedicada a Nossa Senhora da Conceição, padroeira de Aracaju, e a quem a igreja está consagrada, ainda a mesma pintura já esteve no teto e hoje, se encontra exposta na sacristia do templo. No seu interior, precisamente no coro, há o órgão de tubos, que hoje está desativado, o seu som era algo indescritível. A cúpula das torres é revestida de pedrinhas e conchas do mar, para remeter à regionalidade local, visto que Aracaju é cidade litorânea. Em São Paulo, há uma cidade cuja igreja reproduz a nossa catedral, inclusive com as conchas na torre. Ainda a capela lateral, conhecida como capela do Santíssimo, possui um lindo trabalho em ferro na grade. Sem mencionar os sinos que com o passar do tempo foram substituídos por som eletrônico, causando entre as pessoas que convivem e trabalham nas mediações do templo fundamental importância para a demarcação das horas.
Atualmente, é considerada um dos mais belos pontos turísticos de Aracaju. Os turistas católicos e até não católicos, que visitam Aracaju, têm como referencial da fé da gente aracajuana a adequada localização e a imponência da bela Igreja Catedral. Foi tombada pelo decreto de número 6819, de 28 de janeiro de 1985 pelo Patrimônio Histórico Estadual. Na época, a seleção e necessidade de proteção do bem patrimonial do prédio da Catedral Metropolitana de Aracaju se deram mediante a importância da ação da Igreja Católica para o desenvolvimento direto e eficaz da capital sergipana no que diz respeito ao campo, não só religioso, como também das demais contribuições da mesma. Vale a pena destacar em síntese, algumas das contribuições da Igreja para a História de Aracaju e, por que não dizer, do povo sergipano. São elas: fundação da Academia Sergipana de Letras; os beneméritos padres salesianos fundaram o Colégio Salesiano Nª. Srª. Auxiliadora; foi construído e instalado na Praça Tobias Barreto em Aracaju, o Colégio Patrocínio de São José; instalação do Seminário, o grande precursor do ensino superior em Sergipe; criação do Colégio Arquidiocesano e do Instituto Dom Fernando Gomes; fundação do SAME (asilo dos idosos carentes); Instalação da faculdade de Filosofia e Serviço Social, e posteriormente, foi decisiva para a criação da Universidade Federal de Sergipe; fundação do Hospital São José; construção da Casa da Doméstica,  Creche Dom Távora e Rádio Cultura de Sergipe; criação do Museu de Arte Sacra de Sergipe, entre outros mais variados contributos da Igreja Católica para a sociedade sergipana.
A Catedral de Aracaju é local de grandes manifestações artísticas e culturais, além de conservar as obras do renomado artista sergipano Horácio Hora, também serviu de espaço para as apresentações do coral da Sofise e, até hoje, outros grupos musicais lá apresentam seus concertos, a exemplo da Orquestra Sinfônica de Sergipe. Atualmente, propõe-se a execução de uma restauração para a mesma, a fim de que o imponente prédio histórico, artístico e religioso, seja preservado para as futuras gerações e continue servindo como atrativo cultural e turístico na capital sergipana.
Hoje, passados todos estes anos, somos testemunhas do progresso da Igreja Católica em Sergipe, ao tempo em que somos herdeiros de uma maravilhosa construção arquitetônica, que é o prédio da Catedral. É preciso salvaguardar não somente o prédio de “pedra e cal” revestido de bela arquitetura e pintura, mas pela sua importância que teve e ainda tem para a história dos aracajuanos. O ano de 2011, Ano Jubilar da Arquidiocese de Aracaju, nos remete a gratidão às inúmeras pessoas muito especiais que registraram sua presença na edificação do templo não só material, como também espiritual: bispos, padres, religiosas e leigos que, no anonimato ou não, foram protagonistas desta bela história. Interessante é saber que fomos atores e expectadores de tão preciosa recordação. Em todos estes anos, quantas lutas e labutas, lágrimas e risos... Mais de um século em solo sergipano, seja com a alegria por cada nascimento, batizado, chegada de alguém e também de saudade pela partida dos que se foram, eis nossas preces e louvações. Desde o projeto arquitetônico, construção e reforma, dedicação do templo e altar, tombamento, seja com o primeiro ou o atual sacerdote, a presença de Deus e a proteção da Imaculada sempre se fizeram presentes. Eis-nos diante de uma liturgia, de uma ação de graças e de uma bela história, e o melhor desta “patrimonialidade” em festa é que ela é nossa.

sábado, 12 de novembro de 2011

XXXIII DOMINGO DO TEMPO COMUM


(Ano A – 13 de novembro de 2011)


I Leitura: Pr 31, 10-13.19-20.30-31
Salmo Responsorial: Sl 127 (128), 1-2. 3. 4-5ab (R/. cf. 1a)
II Leitura: 1Ts 5, 1-6
Evangelho: Mt 25, 14-30 (Os talentos recebidos e restituídos)


            Queridos irmãos,


            Ao aproximar-nos da Solenidade de Cristo Rei, cuja celebração faremos no próximo domingo, hoje, somos inseridos pela Liturgia da Palavra em uma espécie de “prova dos nove”: como estamos fazendo “render” o Reino através do que recebemos do próprio Senhor? O Senhor nos veio, deixou a sua mensagem, pediu para que a anunciássemos, salvou-nos com a sua cruz e ressurreição e voltou para o Pai com a promessa de que viria em breve, repentinamente: “Por isso, estai também vós preparados porque o Filho do Homem virá numa hora em que menos pensardes” (Mt 24, 44).

             O Senhor é apresentado por Mateus, imediatamente a sua paixão, com um discurso escatológico. Escatós, em grego, refere-se às últimas realidades da humanidade e do mundo. Em um primeiro momento, logo no início do capítulo 24 e em um bom trecho do capítulo, Jesus anuncia o fim de Jerusalém. Ora, não é intenção do Senhor anunciar somente a destruição de Jerusalém, cidade-capital dos judeus, mas de toda a realidade deste mundo carcomido pelo mal que, nesta hora, é representado pela velha cidade de Jerusalém. Esta verdade pode ser confrontada com Apocalipse 3, 20; 21, 2; 21, 10. Estes textos nos apresentam a descida do céu da Nova Jerusalém que, outrora, estava junto de Deus. Inseridos no discurso escatológico de Jesus, teremos as ferramentas básicas para a compreensão mínima da Liturgia deste domingo.
Jesus está a sós com seus discípulos. E, revelando o que outrora estava escondido, parabolicamente, fala-lhes, de maneira simples, acerca da atividade daqueles a quem foi incumbida a propagação do Reino. Jesus fala sobre a atuação dos seus seguidores de todos os tempos, os cristãos, inclusive, nós, os da hodiernidade. Por isso, “um homem ia viajar para o estrangeiro” (Mt 25, 14a). Quem é este homem senão Jesus? Por isso, São Gregório Magno afirma: Este homem que viaja para o distante é o nosso Redentor que subiu aos céus, com aquela carne que havia tomado, a qual tem seu lugar próprio na terra e é elevada como em peregrinação, quando é colocada no céu por nosso Redentor (Homiliae in Evangelia, 9,1). Logo, entendemos como estrangeiro o céu, onde o próprio Deus que assumiu a nossa humanidade, o nosso corpo, a transporta. Estrangeiro para o corpo porque este não havia possibilidade de, por si, ascender. O céu, sem a encarnação de Jesus, é um lugar alheio à nossa corporal natureza, bem como a tudo o que ela comporta. Sim, o céu é uma terra estrangeira porque embora já tenhamos a cidadania celeste (cf. Ef 2, 19), ainda não adentramos plenamente naquela bendita terra, porém, pelo Cristo, já temos a sua garantia.

“Chamou seus empregados e lhes entregou seus bens. A um deu cinco talentos, a outro deu dois e ao terceiro, um; a cada qual de acordo com a sua capacidade” (Mt 25, 14b-15). Talento, apesar de uma unidade monetária da época, pode ser interpretada como tudo o que o Senhor nos concede para que multipliquemos em uma vida virtuosa para a construção do Reino. A primeira vista, temos a tentação de pensar que este patrão é injusto, ou desconfia de alguns dos seus subalternos, porque, conforme a nossa humana compreensão, se ele fosse realmente justo, teria distribuído os seus talentos equitativamente. Não, o patrão não é injusto; o evangelho é categórico em frisar: “de acordo com a sua capacidade”. Capacidade é uma palavra marcante. Percebemos na Igreja diversos graus hierárquicos, o que seria isso senão a capacidade de cada um. Cuidado para não confundirmos capacidade com méritos; capacidade com santidade, ou dignidade. Não. Capacidade é um termo que designa distinção de papéis para a consecução de algo. Aqui, logicamente,  para a construção e difusão do Reino. Neste sentido, São Jerônimo comenta: “Convocados, pois, os apóstolos, entregou-lhes a doutrina evangélica, distribuindo-a, dando a uns mais e a outros menos, porém não segundo sua generosidade e mesquinhez, mas conforme a capacidade e forças de cada um dos que a recebiam. Assim como diz o Apóstolo que os que não podiam digerir um alimento sólido, os alimentava com leite. Daqui segue: ‘E a um lhe deu cinco talentos e a outro’, etc. Nos cinco, nos dois e no único talentos, entendemos que, a cada um, foram dadas diversas graças”. Logo, podemos estar certos de que a todos os empregados deste patrão foram entregues talentos para serem acurados, assim, todos, sem exceção recebemos talentos e responsabilidades do próprio Senhor para o bem de sua empresa, do seu Reino.

Podemos notar ainda que o Senhor não pede para que os seus empregados multipliquem as quantias confiadas. Porém, se ele entrega os seus bens (não uma mera parcela), como patrão, ele quer que o seu dinheiro renda, multiplique. Isso é tão lógico que, quando Jesus está para subir aos céus, ele reúne os seus discípulos na Galileia e envia-lhes dizendo: “Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo” (Mt 28, 19-20). Sabemos, pelo Evangelho de hoje, que tanto o primeiro quanto o segundo empregado entendem os planos de seu patrão; o terceiro, não. Pelo contrário, enterra o talento recebido. Como afirmamos anteriormente, Nosso Senhor nos confiou, cada qual no seu tempo e conforme a sua capacidade,y a administração do seu Reino. O que ele quer de nós, pobres empregados? Logicamente, que façamos crescer, render, desenvolver o Reino. O Reino é o seu empreendimento, isso falando em uma linguagem comercial.

“Depois de muito tempo, o patrão voltou e foi acertar contas com os empregados” (Mt 25, 19). O espaço de tempo é sublinhado para revelar que passou muito para que o que fora entregue tivesse condições de, pelo menos, duplicar. Este tempo, caríssimos, são os séculos até a volta do Senhor na Parusia. Quando, diante dele, prestaremos contas da nossa atividade de apostolado. É a ele que prestaremos contas. Quanto mais tempo o Senhor tardar para voltar, mais oportunidade teremos para impregnar o mundo com os valores do Reino, em compensação, mais esfarrapadas serão as desculpas que lhe daremos se não fizemos render o seu Reino.

Ao primeiro e segundo empregados, cuja duplicação foi comprovada pelo patrão, é-lhes dito: “Muito bem, servo bom e fiel! Como foste fiel na administração de tão pouco, eu te confiarei muito mais. Vem participar da minha alegria!” (v. 21 e 23). Este reconhecimento do patrão para com os seus empregados é justo e é acompanhado de maiores obrigações para estes últimos, bem como, de um convite especialíssimo: “Vem participar da minha alegria!” Assim, entendemos que os discípulos de Jesus que mais fazem pelo Reino, recebem ainda mais encargos, pois, são incansáveis: “Aquele que põe a mão no arado e olha para trás, não é apto para o Reino de Deus” (Lc 9,62). E, ainda: “Em verdade vos digo: ninguém há que tenha deixado casa ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou filhos, ou terras por causa de mim e por causa do Evangelho que não receba, já neste século, cem vezes mais casas, irmãos, irmãs, mães, filhos e terras, com perseguições e no século vindouro a vida eterna” (Mc 10, 29-30); ou, como veremos adiante, ainda neste capítulo 25 de Mateus: “Vinde, benditos de meu Pai! Recebei como herança o Reino que meu Pai vos preparou desde a criação do mundo!” (v. 34). Uma vez que demos o nosso sim e fizemos frutificar o talento que recebemos, o quinhão que nos foi confiado na causa da evangelização, o Senhor nos confiará ainda mais. Depois, participaremos da sua alegria, no céu. O nosso patrão é exigente, porém, é justo.




“Por fim, chegou aquele que havia recebido um talento, e disse: ‘Senhor, sei que és um homem severo, pois colhes onde não plantaste e ceifas onde não semeaste. Por isso, fiquei com medo e escondi o teu talento no chão. Aqui tens o que lhe pertence’” (v. 24 e 25). O terceiro empregado já sabia, a priori, o perfil do seu patrão. Porém, mesmo assim, ele faz questão em lhe desagradar, enterrando o que recebeu. Nós já fomos previamente avisados pelo próprio Jesus acerca do que acontece quando, de livre e espontânea vontade, nos esquivamos no serviço de frutificação de seu Reino. Se não, é bom sabermos com as palavras da réplica do patrão: “Servo mau e preguiçoso! Tu sabias que eu colho onde não plantei e ceifo onde não semeei? Então, devias ter depositado meu dinheiro no banco, para que, ao voltar, eu recebesse com juros o que me pertence”. Se o dano é público, a repreensão igualmente deve ser pública. Aos servos criativos e disciplinados o patrão os saúda, enquanto que a este, nomina-lhe mau e preguiçoso como oposição a bom e fiel, pois fez questão de amargurar o seu senhor. A ganância deste empregado não permite nem que aquele valor frutifique em seu coração (banco). Não. Arbitrariamente, ele esconde, inclusive de si, o que recebeu bondosamente. Ai de nós se nos acontecer tal desgraça! Ouviremos dele: “Retirai-vos de mim, malditos! Ide para o fogo eterno destinado ao demônio e aos seus anjos” (Mt 25,41). O inferno é o lugar destinado para os maus e preguiçosos, principalmente dos que nada fizeram pelo crescimento da mensagem de Jesus pelo mundo.

A dinâmica do Reino escapa ao entendimento do mundo. Quando o patrão diz: “Tirai dele o talento e dai-o àquele que tem dez! Porque a todo aquele que tem será dado mais, e terá em abundância, mas daquele que não tem, até o que tem lhe será tirado” (v. 28 e 29), quer dizer que a causa do Reino tem pressa; o que tem dez tem maiores capacidades de fazê-lo multiplicar com mais eficiência. O Reino de Deus urge!

A Primeira Leitura nos apresenta a figura de uma mulher forte, temente ao Senhor. Tal como esta mulher que busca agradar ao seu marido, nós, Igreja do Senhor, devemos agradar-lhe. Iniciando pelo seu temor, nossas mãos devem ser habilidosas nos trabalhos a nós confiados, a fim de agradar ao nosso Deus. Assim como a boa dona-de-casa é versada em seus muitos afazeres, tornando-se até criativa, tendo o desejo de que tudo esteja em perfeita ordem e harmonia, assim devem ser os cristãos. Nos mais variados apostolados modernos, devemos ser versados em Deus, utilizando a nossa criatividade para uma maior eficácia no assunto. Toda esta versatilidade é iniciada pelo temor do Senhor. Entendamos temor, neste trecho, como respeito pelo sagrado, pelas coisas do Senhor. Por este motivo, o salmista afirma: “Feliz és tu, se temes o Senhor e trilhas seus caminhos! Do trabalho de suas mãos hás de viver, serás feliz, tudo irá bem! […] Será assim abençoado todo homem que teme o Senhor. O Senhor te abençoe de Sião, cada dia de tua vida” (Sl 127, 1-2. 4-5). Temer e servir ao Senhor é a felicidade do homem, tal como nos garante a Oração de Coleta desta Liturgia: “Senhor, nosso Deus, fazei que a nossa alegria consista em vos servir de todo coração, pois só teremos felicidade completa, servindo a vós, o criador de todas as coisas”.


Estejamos preparados. São Paulo nos incita na Segunda leitura de hoje: “Sejamos vigilantes e sóbrios” (1Ts 5, 6). À iminência do Senhor, gememos como em dores de parto, gritando: “Vem, Senhor Jesus!” (Ap 22, 20), e ele nos escuta. São Paulo nos garante que somos “filhos do dia. Não somos nem da noite, nem das trevas” (1Ts 5, 5). Portanto, estejamos serenos, não devemos tremer (ter medo), pois, como diz o povo em sua sabedoria: “Quem não deve não teme”; e, mais ainda, como nos lembra a Antífona de Entrada de hoje: “Meus pensamentos são de paz e não de aflição, diz o Senhor” (Jr 29, 11). “Naquele tremendo e glorioso dia”, o Dies Irae, colheremos nada mais, nada menos o que plantamos nesta terra de peregrinos. Receberemos o prêmio conforme o que trabalhamos.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

PROGRAMAÇÃO PARA O CENTENÁRIO DA DIOCESE DE ARACAJU E CINQUENTENÁRIO DE SUA ELEVAÇÃO À ARQUIDIOCESE



No próximo dia 13, na Praça dos Mercados, no centro de Aracaju, será realizado um grande evento, dentro da programação da celebração do Jubileu da Diocese de Aracaju, que comemora 100 anos de Diocese e 50 anos de elevação à condição de Arquidiocese. O evento terá várias apresentações, momento de adoração, show com o Padre Reginaldo Manzzoti e uma grande missa, que será retransmitida para todo o Estado pela TV Sergipe (que estará comemorando os seus 40 anos) e pela Rádio Cultura de Sergipe (AM 670 - ou www.cultura670.com.br).



Nos dias 21 a 25 deste mês, teremos a XIV Semana de Filosofia e IX de teologia (ver programação completa: www.seminariodearacaju.blogspot.com) , cuja temática é "Diocese de Aracaju: 100 anos de uma Igreja em missão). No dia 29, haverá, na Catedral Metropolitana, uma missa com os bispos e todos os sacerdotes e diáconos, iniciando solenemente as comemorações alusivas à Padroeira Arquidiocesana, Nossa Senhora da Conceição, cuja festa encerra-se no dia 08 de dezembro. No dia 04 de dezembro - rememorando o centenário da chegada do nosso primeiro pastor diocesano, Dom José Thomáz Gomes da Silva - haverá a Solene Celebração Eucarística de encerramento das atividades jubilares.


Trazemos a programação completa do show do dia 13 de novembro: 

14:00 – ACOLHIMENTO (Locutores da Rádio – Léo, Paulo Júnior e Pe. Paulo Lima)
            Execução do Hino do Jubileu
14:30 – SHOW DOS PROFETAS QUE CANTAM
            Pe Moysés, Pe. Genivaldo e Pe. Peixoto
            Diácono Francisco
15:00 – PREGAÇÃO
Pregador: Dom Henrique
Tema: Missão
15:20 – ADORAÇÃO
            Dom Henrique (condução)
            Pe Adeilson Carlos
            Marcos José (Shalom)
16:00 – INTERVALO
            Avisos
            (Começa a Preparação para a Missa)
16:50 – PRONUNCIAMENTOS (10 min cada)
 TV Sergipe (Albano Franco)
            Prefeito
            Governador
17:30 – MOMENTO COM A RÁDIO       
Jairo Alves, Leo e Paulo Jr          
18:00 – SANTA MISSA – Dom Lessa e animação de Pe Reginaldo
20:00 – SHOW PE REGINALDO



BREVÍSSIMO HISTÓRICO

A Diocese de Aracaju foi criada aos 03 de janeiro de 1910, pela Bula "Divina Disponente Clementia" do papa Pio X, desmembrada da Arquidiocese de São Salvador da Bahia. O seu primeiro bispo foi Dom José Thomáz Gomes da Silva, que assumiu o governo desta Igreja em 1911, cessando apenas com a sua morte, em 1948. Desde 1913, existe o Seminário Menor, fundando pelo primeiro bispo. O segundo bispo, Dom Fernando Gomes dos Santos, assumiu a direção dos trabalhos da diocese em 1949 e permaneceu aqui até 1957, quando foi transferido para Goiânia, Goiás, onde se tronou o seu primeiro Arcebispo. Ele fundou o Seminário Maior de Aracaju, que foi fechado alguns anos depois. Dom José Vicente Távora, o terceiro bispo assumiu a diocese em 1958 e, após um fecundo pastoreio de doze anos incompletos, faleceu em 1970, deixando a sede vacante.

Aos 30 de abril de 1960, o Papa João XXIII elevou a Diocese à Sede Metropolitana, pela bula "Ecclesiarum Omnium" sendo Dom José Távora o seu primeiro arcebispo. Dom Távora teve por bispo auxiliar Dom Nivaldo Monte (1963-1965) e Dom Luciano Cabral Duarte (1966-1970). Com a morte de Dom Távora, Dom Luciano Cabral Duarte assumiu a Arquidiocese como pastor próprio. Um de seus mais empenhados trabalhos foi o da reanimação vocacional, reabrindo o Seminário Menor e incentivando a oração pelas vocações. Ele teve por Bispo Auxiliar Dom Edvaldo Gonçalves do Amaral (1975-1980), Dom Hildebrando Mendes Costa (1981-1986) e Dom João Maria Messi (1988-1995). Em março de 1996, Dom José Palmeira Lessa foi nomeado Arcebispo Coadjutor, dividindo os trabalhos com Dom Luciano, que renunciou aos 26 de agosto de 1998. Automaticamente, Dom Lessa passou a ser o metropolita. Em 16 de julho de 2001, recebeu a ajuda de Dom Dulcênio Fontes de Matos, como bispo auxiliar (2001 a 2005). Para sexto bispo auxiliar de nossa arquidiocese, em 1º de abril e 2009, o Papa Bento XVI nomeou como novo Bispo Auxiliar de Aracaju, Dom Henrique Soares da Costa.

Atualmente, a Arquidiocese de Aracaju conta com um clero que já supera uma centena de sacerdotes, divididos em 84 paróquias.




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SERGIPE LOUVA E ENGRANDECE
HINO COMEMORATIVO PARA O JUBILEU
 E CONGRESSO EUCARÍSTICO ARQUIDIOCESANO DE ARACAJU
Letra e música: Seminarista Everson Fontes Fonseca
Voz: Frei Rosivaldo Torres, O.Carm.
Arranjo, samples, trompete e violão: André Lima
Baixo: Mário Augusto
Precussão: Flávio André

1.      Ao Deus Uno e Trino cantamos
Que em um rebanho nos faz comunhão
Onde o Cristo é o supremo Pastor
E nos conduz pela via do amor.
É a Igreja que é Mestra, que é Mãe,
Que é dom e a grei do Senhor,
Pelo único Batismo inseridos,
Por seu sangue é que fomos remidos.

Sergipe, louva o Senhor e engrandece,
Com a Virgem Imaculada numa prece!
Pelos dons que hoje nós celebramos,
Cem anos em solo sergipano.


2.      Nossa gente, com garra, com luta
Desenvolveu-se, fez crescer o Evangelho
Apelou pra Cidade Eterna
Para Roma, tão bela, tão terna.
Para aquele prelado mui sábio,
Que tudo em Cristo restaurou
Pio X, pastor bem amado,
Reuniu Sergipe em um só bispado.

4.      O bom Papa João XXIII,
Iluminado pelo Espírito Santo,
Arcebispado Aracaju elevou
Este ato do Romano Pastor.
Hoje nós arquidiocesanos,
As grandes dádivas q’ ele nos cumulou,
Em coros nossa voz hoje eleva,
Os prodígios de Deus nesta terra.

5.      Neste ano jubilar nós refletimos
Sobre Cristo Pão da Vida, Eucaristia
Reconhecemo-lo quando Ele parte o pão,
E partimos prontamente pra missão (cf. Lc 24, 31-33).
Neste Congresso, o Senhor nos dá a ordem
 Alimento nós daremos para o mundo:
“Dai-lhes vós mesmos de comer!” (Mt 14, 16)
Pra justiça e a paz acontecer.

6.      Nossa Mitra tão jovem centenária,
A alegria que prorrompe em nossa terra
Ação de graças ao Senhor Deus da História,
Tantas vidas como exemplo de vitória.
Cinquenta louros jubilosos hoje temos
De cor áurea nossa Igreja ornada está
Com a Rainha Virgem Mãe da Conceição
Entoemos todos juntos o refrão: