terça-feira, 8 de novembro de 2011

PARÓQUIA DA IGREJA CATEDRAL DE ARACAJU LANÇARÁ O SEU BRASÃO



No próximo dia 19 de novembro, data de aniversário da Dedicação da Igreja Catedral, a Paróquia Nossa Senhora da Conceição estará lançando o seu Brasão. A Celebração Eucarística de Aniversário da Dedicação da Igreja Catedral acontecerá às 16 horas e 30 minutos.

A Catedral de Aracaju foi dedicada em 1947 pelo primeiro Bispo de Aracaju, Dom José Thomás Gomes da Silva, quando depois de uma magna reforma empreitada pelo então Cura, Cônego Carlos Camélio Costa. 

Dom José Thomás Gomes da Silva, primeiro Bispo da Diocese de Aracaju (1911-1948)



BREVE HISTÓRICO DA CATEDRAL METROPOLITANA DE ARACAJU


Com a transferênria da capital, foi criada a Paróquia Nossa Senhora da Conceição, desmembrada da freguesia de Nossa Senhara do Socorro da Continguiba aos 28 de março de 1857, por resolução de nª 457 da autoridade arquipiscopal da Bahia. Deu-se a instalação da paróquia na Igreja de São Salvador, onde funcionou, em regime provisório, até a data da inauguração da Matriz de Nossa Senhora da Conceição,
vinte anos mais tarde.

Com uma solene celebração, lançou-se a pedra fundamental da Matriz de Nossa Senha da Conceição do Aracaju, aos 21 de setembro de 1862. O seu primeiro vigário foi o Cônego Eliziário Muniz Teles, que conseguiu a licença do governo da província para a realização de quatro loterias. O então governador da província, o Exmo. Sr. Joaquim Jacinto de Mendonça, muito se interessou pela obra e a ajudou. Com a sua retirada da presidência da província, as obras da nova matriz foram suspensas. Quando o Barão de Estância assumiu o governo da província, as obras foram reiniciadas, com mudanças no primeiro plano, o que foi um grande bem para a nossa igreja.

Durante a construção da Matriz de Aracaju, houve muitos incidentes, inclusive a morte de um pedreiro. 

Mas, sob a direção do engenheiro Pedro Pereira de Andrade, a obra foi entregue, aos 22 de dezembro de 1875, treze anos após o lançamento da pedra fundamental.


Aos 03 de dezembro de 1887, foi concedida a necessária autorização ao reverendíssimo Cônego José Luiz de Azevedo para benzer a nova Matriz de Nossa Senha da Conceição de Aracaju. O Cônego José Luiz de Azevedo permaneceu à frente da comunidade paraquial até o ano de 1879, quando foi substituído pelo Padre Ponciano dos Santos. O Cônego José Luiz de Azevedo encontra-se sepultado no presbitério da hoje Catedral.


 De 1880 à 1900, a Matriz de Nossa Senha da Conceição teve por pároco
o Revmo. Sr. Pe. Olimpio de Souza Camos, provisionado a 05 de janeiro daquele ano. Neste ínterim recebeu a nomeação de monsenhor e, por motivações políticas (já que ele foi designado Deputado Provincial), foi substituido pelo reverendíssimo Pe. Manoel Raimundo de Melo, posteriormente eleito 1º Bispo de Caetité, no Estado da Bahia.


Nesses vinte anos, a paróquia teve dois sucessivos vigários paroquias: Pe. Ponciano dos Santos e Pe. Job Moreira Magalhães. Além dos pró-párocos Pe. Diego José de Sant´ana e Pe. Virgílio Montalvão. O padre Manoel Raimundo de Melo assumiu  a  paróquia  em  27  de  março  de  1901,

sendo substituido pelo Pe. João Florêncio Cardoso, em 1904, que permaneceu até o ano 1910. 

Em 1910, foi criada a Diocese de Aracaju e a paróquia se tornou Catedral Diocesana, solenemente instalada em 04 de dezembro do ano seguinte com a posse do primeiro bispo, Dom José Thomás Gomes da Silva. Na década de 1940, o Cônego Carlos Camélio Costa, corajosamente, empreendeu uma magna reforma no templo, a fim de dar-lhe ares mais condignos de Igreja Catedral. Foi nesta época que a missão liderada pelo artista italiano Orestes Gatti decorou todo o edifício com pinturas neo-clássicas, bem como deram-lhe aspectos neo-góticos.


Em 1960, foi criada a Província Eclesiástica de Aracaju, sendo Aracaju elevada à Sede Metropolitana, o que transformou a Catedral Diocesana em Catedral Metropolitana de Aracaju.



LISTA DOS PADRES QUE ESTIVERAM À FRENTE DA PARÓQUIA:

1° - CÔNEGO ELIZIÁRIO VIEIRA MUNIZ TELES (03/1857 a 10/1864).

2° - CÔNEGO JOSÉ ALBERTO DE SANT’ANA (11/1864 a 06/1866).

3° - CÔNEGO JOSÉ LUIZ DE AZEVEDO (06/1866 a 07/1879).
4° - PADRE JOÃO PONCIANO DOS SANTOS (07/1879 a 02/1880).
5° - MONSENHOR OLIMPIO DE SOUZA (04/1880 a 12/1900).
6° - PADRE VIRGILIO ROSÁRIO MONTALVÃO (01/1901 a 03/1901).
7° - MONSENHOR MANOEL RAIMUNDO DE MELO (03/1901 a 05/1904).
8° - PADRE JOSÉ FLORÊNCIO DA SILVA CARDOSO ( 06/1904 a 01/1919).
9° - PADRE BASILISCIO RAPOSO DE OLIVEIRA ( 01/1919 a 05/1919).
10° - CÔNEGO SERAPIÃO MACHADO DE AGUIAR MENEZES ( 05/1919 a 01/1927)
11° - CÔNEGO JUGURTA FRANCO ( 02/1927 a 12/1927).
12° - CÔNEGO JOSÉ GEMINIANO DE FREITAS (01/1928 a 02/1935).
13° - MONSENHOR CARLOS CAMÉLIO COSTA ( 02/1935 a 01/1949).
14° - MONSENHOR OLÍVIO TEIXEIRA ( 01/1949 a 03/1957).
15° - MONSENHOR ESPERIDIÃO NILO DE GÓIS ( 03/1957 a 06/1959).
16° - PADRE MIGUEL DESMEDT ( 06/1959 a 10/1959).
17° - MONSENHOR AFONSO DE MEDEIROS CHAVES ( 10/1959 a 08/1961)
18° - CÔNEGO CLAUDIONOR BRITO FONTES ( 08/1961 a 08/1996).
19° - PADRE GILSON GARCIA DE MELO ( 08/1996 a 03/2001 ).
20° - PADRE JERÔNIMO NUNES PEIXOTO ( 03/2001 a 02/2010).
21° - PADRE JOSÉ DÁCIO DOS SANTOS (02/2010 - ....)

BRASÃO DA PARÓQUIA NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO

Brasão da Paróquia Nossa Senhora da Conceição



DESCRIÇÃO HERÁLDICA

Em um escudo português (ou seja, com a ponta inferior arredonda), repousa em argante um arco gótico cendrée iniciado desde o ponto da ponta e encerrado no ponto chefe. Além deste, acham-se estampados dois semi-arcos do mesmo estilo com o mesmo esmalte: o primeiro, iniciado no cantão direito da ponta, sendo encerrado no cantão direito do chefe; o segundo, do cantão esquerdo da ponta ao cantão esquerdo do chefe. Esses três elementos são sombreados pelo mesmo esmalte e são interligados por um traço duplo cendrée. No umbigo, acham-se emaranhadas, em um campo blau, as letras A e M grafadas em cendrée circundadas por doze estrelas jalde de cinco pontas. Ainda no cantão direito e esquerdo do chefe, delineiam-se, uma de cada lado, duas circunferências blau contendo um caranguejo argênteo contornado de gole. O conjunto pousa sobre uma cruz processional arquiepiscopal de formato ponteteio. Similarmente a um pavilhão, acha-se escrito em língua lusitana e esmalte sable em letra clássicas a circundar todo o brasão: Arquidiocese de Aracaju + Paróquia Nossa Senhora da Conceição – Curato da Sé +.


INTERPRETAÇÃO DOS ELEMENTOS


No brasão, os arcos representam as três dioceses da Província Eclesiástica de Aracaju, sendo que a do meio designa a Igreja Metropolitana Aracajuense, enquanto que as outras duas, as dioceses sufragâneas de Estância e Propriá. Os arcos góticos porque são os traços arquitetônicos característicos da Sé Catedral de Aracaju, construída em estilo neo-gótico. As iniciais A e M evocam a presença da Imaculada Conceição, padroeira não somente do Arcebispado, como também da Paróquia da Catedral. As doze estrelas delineadas no escudo simbolizam que a Igreja de Aracaju também é alicerçada – tal como a Igreja Universal – no Colégio Apostólico. Todo este conjunto representa ainda o templo da Igreja Catedral, onde habita a venerável e sesquicentenária imagem de Nossa Senhora da Conceição. O azul presente no interior dos arcos traz, na ciência heráldica, a ideia de zelo: a Igreja Universal (e com ela a Particular de Aracaju) é “solícita pelas coisas do Senhor” (1Cor 7, 34). O Cendrée, ou seja, acinzentado, por ser variante do argente, representa a pureza: a Igreja, tal como a Virgem Maria, é imaculada, graças aos méritos de Cristo, seu Esposo. Os caranguejos trazem à memória o brasão da Arquidiocese de Aracaju, em cuja jurisdição, de maneira óbvia, a nossa paróquia se encontra.



A heráldica da Paróquia Nossa Senhora Senhora da Conceição foi criada pelo Seminarista Everson Fontes Fonseca em 02 de maio de 2011.

Um comentário:

  1. Por favor, vocês por acaso tem o registro do ano de falecimento do Cônego José Luís de Azevedo?

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